Soft Skills: O que são, as principais e como desenvolvê-las

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  • 8 de fevereiro de 2021

As soft skills são essenciais para qualquer um dentro da empresa, desde o colaborador até o gestor de negócios. Para estes últimos, tratam-se de habilidades imprescindíveis para que tornem o trabalho de suas equipes mais fácil.

Dessa forma, um líder com soft skills bem desenvolvidas consegue tornar o trabalho mais simples e objetivo, com diferencial enorme na gestão de equipes.

Mas qual a sua importância?

Bom, hoje em dia, para que a organização esteja sempre alinhada e possa alcançar os objetivos desejados, é muito importante que os membros da equipe identifiquem suas soft skills.

Esse ainda é um tema pouco explorado nas empresas — especialmente micro, pequenas e médias.

Mas saiba que essas são habilidades incríveis a serem incorporadas no ambiente corporativo, independente do seu tamanho ou segmento.

Afinal, quem nunca ouviu falar que, mesmo que as pessoas sejam contratadas pelo seu conhecimento técnico, é o seu comportamento que as faz ser demitidas?

No entanto, antes de procurar uma lista das principais soft skills, é preciso que você entenda o que elas são, a sua importância, como desenvolvê-las e ainda como a tecnologia pode ajudar nesse processo.

De grande influência e relevância no ambiente profissional, as soft skill significam o futuro da gestão de pessoas no seu negócio.

Neste artigo, falaremos sobre elas e porque devem ser estimuladas. Continue com a leitura e saiba mais!

O que são soft skills?

As soft skills são habilidades comportamentais que variam de pessoa para pessoa. 

Essas características podem ser de natureza social, mental ou emocional, e estão ligadas à individualidade de cada colaborador.

Variam de acordo com sua experiência, valores, cultura, etc.

As soft skills requerem um pouco mais de esforço em sua mensuração, pois não são adquiridas em cursos e treinamentos. Ao contrário do que o termo sugere, não se tratam de habilidades “suaves”.

Na verdade, são consideradas as mais difíceis de se adquirir, pois não há como determinar seu nível com uma régua estabelecida (como um diploma, por exemplo).

Elas se tratam de habilidades que se refletem no relacionamento das pessoas no ambiente de trabalho. Por meio da sua facilidade de interação, comunicação com o próximo ou até mesmo de organização.

No ambiente corporativo, a interação e os relacionamentos também têm muito valor, pois impactam na eficiência e na produtividade da equipe como um todo.

Ou seja, as soft skills estão diretamente relacionadas à inteligência emocional do profissional.

Qual é a diferença entre hard skills e soft skills?

Soft skills e hard skills são contrapontos.

As soft skills não podem ser incorporadas por meio de treinamentos e capacitação. 

Elas são frutos de experiências e de uma série de aptidões pessoais do profissional, por isso são únicas.

Já as chamadas hard skills são justamente o oposto, pois são competências técnicas, advindas de qualificação profissional.

As hard skills, portanto, são objetivas e aplicadas na rotina profissional, como o domínio de uma ferramenta, o conhecimento de metodologias, o uso de tecnologias e por aí vai. Ou seja, tudo que é necessário para exercer suas funções na prática.

Talvez você considere esta mais importante que as soft skills, mas pense bem:

Para muitas empresas, antes de contratar líderes e gestores, os fatores que mais contam são suas habilidades de gerir times.

No entanto, falamos de questões além de uma teoria sistemática e ensinada em livros, mas do tato quase “holístico” que o profissional deve ter.

Na verdade, elas servem para enriquecer o potencial de um profissional (e especialmente de um líder), tornando-o um facilitador.

Dessa forma, é capaz de gerenciar equipes e pessoas de forma a orquestrar sua produtividade, administrando conflitos e debates, além de criar soluções inovadoras e coletivas.

E isso é algo que as empresas valorizam muito.

Não por menos, segundo um estudo da Wonderlic, 93% dos empregadores disseram que as soft skills são um fator “essencial” ou “muito importante” na hora de decidir pela contratação de um gestor.

Qual a importância das soft skills?

As soft skills tratam de quesitos como inteligência emocional, foco no processo, qualidade, produtividade, engajamento, entre outros.

Dessa forma, o RH da empresa deve prestar atenção a pontos que não são visíveis nos currículos.

A gestão do capital humano é fundamental para o bom desenvolvimento do negócio.

É necessário, então, observar se o profissional se encaixa nos valores, missão e cultura da empresa, e se possui habilidades analíticas, de liderança ou relacionamento.

No caminho para o RH 4.0, pontos como esse são relevantes, pois ajudam a direcionar pessoas para áreas de maneira mais afirmativa. Por exemplo, contratar alguém tímido para uma área de vendas é muito mais complicado do que ensinar a ele sobre como mexer em uma ferramenta. 

Portanto, desconsiderar as soft skills pode trazer até mesmo alguns prejuízos financeiros à organização.

Quais são as soft skills mais exigidas no mercado de trabalho?

É importante ter em mente que diferentes trabalhos exigem diferentes habilidades. 

Contudo, existem competências e características necessárias em qualquer tipo de trabalho, as quais você deve buscar e estimular nos seus colaboradores.

A seguir, falaremos sobre algumas delas.

Comunicação

Comunicar-se de maneira eficiente consiste em transmitir de forma clara e objetiva uma ideia, garantindo que o interlocutor compreenda seu ponto de vista.

Ao lidar com pessoas, investidores e com o público em geral, essa é uma soft skill essencial.

Seja para fazer apresentações, fechar uma venda, encabeçar um projeto ou atender reclamações é praticamente impossível apontar um segmento em que a comunicação não seja exigida.

E vale ressaltar que a comunicação passa não só pela oratória, como também pela escrita e escuta ativa.

Liderança

Liderar e mandar são duas coisas absolutamente distintas, e, por isso, a liderança é uma das soft skills mais valiosas no mercado, além de pegar um pouco de cada competência citada até então.

Uma boa liderança não é aquela que se coloca acima dos demais colaboradores, mas em uma parceria.

É necessário se comunicar, ter empatia, escutar sugestões, lidar com crises, etc. Sempre buscando o melhor para a empresa e seus funcionários.

Ética

A ética é uma soft skill desenvolvida ao longo da vida, inerente a cada um, e está sob constante aprendizado.

Características éticas dizem respeito a pontualidade, compromisso, respeito aos colegas e responsabilidade, por exemplo.

A competitividade no ambiente profissional deve ser considerada algo saudável, estimulante e desafiador, com a ética estabelecendo os limites para o relacionamento harmonioso entre os colaboradores e entre os setores da organização.

Nesse tópico, é possível incluir outra soft skill relevante: a empatia.

Ela deve estar presente em todos os momentos da vida, e no ambiente corporativo não é diferente.

Colocar-se no lugar do próximo e tentar compreender suas motivações é fundamental no relacionamento com colegas e, especialmente, entre líderes e liderados.

Para um relacionamento profissional aberto, humano e transparente, é necessário que o gestor tenha uma visão mais ampla sobre as pessoas, como na gestão de conflitos, por exemplo.

Ao lidar com clientes, a empatia é igualmente importante. É por meio dela que é possível compreender as dores do consumidor e buscar soluções para ele.

Trabalho em equipe

O trabalho em equipe é a base para uma boa entrega, tanto no ambiente corporativo como no acadêmico. A colaboração é a chave para quem busca não apenas produtividade, mas qualidade.

Na empresa, quando um profissional sabe trabalhar em equipe e estimula seu grupo a continuar em foco, é mais fácil alcançar os objetivos.

Além disso, o trabalho em equipe potencializa habilidades individuais, formando um grupo que se complementa. Dessa forma, é mais fácil encontrar os caminhos para um alto rendimento em qualquer projeto.

E claro, o trabalho em equipe é uma característica positiva, que contribui para um bom clima organizacional, estreitando relações.

Adaptabilidade

Não é novidade que empresas de todo porte buscam por profissionais flexíveis, capazes de se adaptar às mais variadas situações e demandas. E neste cenário, é fundamental que os profissionais saibam se reinventar.

Dessa forma, eles podem ajudar a organização em qualquer necessidade, seja em projetos atuais, como nos que estão por vir.

Por isso, é preciso que os colaboradores demonstrem na prática essa habilidade de se adaptarem aos cenários mais diversos.

Afinal, uma empresa pode passar por vários momentos diferentes em sua jornada — e equipes preparadas podem ajudar em todos eles.

Gestão do tempo

Muito mais do que eficiência, é preciso apresentar potencial produtivo. E para isso, nada melhor do que um profissional que saiba gerir seu tempo.

Para isso, é necessário ter controle sobre suas execuções e tarefas. A organização é um elemento-chave, pois permite maior controle sobre o tempo dedicado em cada tarefa.

Além disso, um profissional organizado tende a cometer menos erros devido a desatenção.

É uma prova incrível de competência, que pode representar uma boa imagem perante os gestores, mas também diante dos colegas, inspirando-os.

A capacidade de gerir seu tempo também impacta na forma com que o profissional lida com tarefas sob pressão, auxiliando-o na resolução rápida de problemas.

Afinal, profissionais mais calmos tendem a ser mais concentrados, o que é um ponto positivo em momentos que exigem foco.

Criatividade

criatividade não é uma habilidade nova exigida por aí, você deve saber. Desde que o mercado se modernizou, essa é uma característica vital para compor um time, especialmente para seus líderes.

O que muitos não entendem é a sua importância.

A criatividade é uma habilidade sensível, pois se manifesta de várias formas — espalhafatosas e presentes, ou subjetivas e quietas. De qualquer forma, é uma adição essencial ao repertório de uma empresa.

Afinal, a criatividade dá mais recursos aos profissionais, permitindo que busquem melhorias e inovações em locais inesperados.

É uma capacidade muito bem-vinda hoje em dia, em um momento em que a eficiência deve andar de mãos dadas com o que é novo.

O interessante é pensar que a criatividade não é algo exclusivo. Todos têm potencial para estimular sua criatividade, basta buscar e se inspirar diariamente.

Senso crítico

senso crítico serve de auxílio para que o profissional saiba tomar decisões assertivas, baseadas tanto em aspectos emocionais como racionais.

É essa característica que vai funcionar como balança, regulando o olhar da pessoa para cada tarefa e cada problema.

É por meio do senso crítico que o profissional conquista sua autonomia. Dessa forma, não se cala diante daquilo que acha errado, deixando clara a sua posição.

É uma habilidade inerente aos líderes mais ousados, por isso não são todos que a apresentam.

Porém, quem possui, tem um ingrediente a mais para compor uma liderança de qualidade, que entrega resultados.

Como desenvolver soft skills?

Para desenvolver soft skills, a pessoa deve buscar fontes além do tradicional estudo. A leitura, hábito comum para obtenção de hard skills, é só a ponta do iceberg.

É o caso de você, leitor, que busca saber mais sobre o tema.

Este conteúdo apenas deve direcioná-lo, indicando os caminhos para obter as habilidades desejadas e necessárias.

Por trás de um bom arsenal de soft skills, há uma pessoa atenta e determinada. Esses são os pilares para que você conquiste esse conhecimento tão valioso e complexo.

Quer saber outros caminhos que podem turbinar sua experiência e ajudar a desenvolver soft skills? Veja só:

Palestras

As palestras são eventos em grupo que lhe colocam em ambientes repletos de networking para compartilhar experiências.

Para quem busca aprender, nada melhor do que sentar e ouvir.

E para quem busca se desenvolver? Então a solução é se envolver com o assunto, fazendo perguntas e anotações.

Ah, e uma curiosidade:

Os coffee breaks são momentos-chave durante as palestras, possibilitando que você converse e crie laços com pessoas e profissionais de vários calibres, ampliando sua própria bagagem intelectual.

Feedbacks

Através de feedbacks, o profissional não apenas aprende a reparar um erro casual. Na verdade, eles são fontes de conhecimento que dura e desenvolve o colaborador.

É por isso que são tão importantes, especialmente na rotina corporativa. É um dos segredos de empresas que buscam, por exemplo, desenvolver bons líderes de forma “caseira”.

É através do feedback bem feito que os profissionais são desenvolvidos e lapidados, ensinando lições valiosas e práticas sobre suas execuções no dia a dia.

Portanto, é tanto uma missão da empresa estimular essa entrega, como uma obrigação do funcionário buscar o feedback de seus superiores.

Por isso, a criação de uma cultura de feedback é mais do que essencial.

Autoconhecimento

Como uma pessoa sabe em quais áreas precisa se desenvolver, ainda mais quando falamos de inteligência emocional? Através do autoconhecimento.

Ou seja, conhecer os próprios contornos: limitações intelectuais e emocionais, brechas de conhecimento que devem ser preenchidas ou lapidadas.

É o caso de profissionais que, por vezes, podem ser instáveis no quesito emocional. No caso de almejar uma posição de destaque, esse fator pode servir de obstáculo.

Se autoconhecer, portanto, ajuda a mapear essas características em falta.

Cabe à empresa e ao RH buscar esse entendimento junto com o funcionário, guiando-o para a solução mais viável.

Treinamentos

Os treinamentos são um tipo de solução que estimula o aprendizado e, de forma direta, instiga o desenvolvimento de algumas soft skills específicas.

No entanto, eles devem ser direcionados. Muitas vezes, os treinamentos possuem um teor “hard skill”, que não é o que buscamos aqui.

Felizmente, há opções de treinamentos e cursos que buscam estimular alguns pontos da inteligência emocional do colaborador.

Em específico, relacionando-os a situações pontuais dentro do contexto corporativo, como ambiente de muita pressão ou que exigem uma resposta rápida e soluções versáteis.

São como pílulas de estímulo, que abrem uma brecha interessante para que o profissional aplique os conhecimentos e habilidades em seu dia a dia.

Como a tecnologia pode ser uma aliada na identificação e desenvolvimento de soft skills?

No dia a dia corporativo atual, é complicado proporcionar uma experiência tradicional de desenvolvimento de soft skills. Ou seja, estimulando a prática com situações que moldem o aprendizado.

Há muito a se fazer e geralmente pouco tempo para treinar soft skills.

No entanto, é na tecnologia que as soluções moram.

Hoje em dia, há uma série de recursos capazes de entregar eficiência no aprendizado de novas habilidades comportamentais.

Entre suas possibilidades, há diversas funcionalidades que auxiliam o trabalho do setor de RH, ajudando o time a identificar as necessidades imediatas dos colaboradores.

Além disso, elas oferecem práticas inovadoras, capazes de medir o desenvolvimento dos profissionais através da leitura de dados.

Quer saber mais? Elencamos algumas das formas que a tecnologia pode agir no desenvolvimento dessas habilidades, veja:

Dinâmicas

Há soluções tecnológicas que facilitam a criação de dinâmicas de grupo, com comunicação digital e atividades específicas.

São especialmente boas para envolver o time, mesmo em momentos de pouco espaço na agenda, para que algumas habilidades sejam desenvolvidas — como trabalho em equipe e rapidez na comunicação.

É uma forma de estimular a comunicação transparente e não-violenta, que não tenha aquele aspecto de “telefone sem-fio” (onde a informação nunca chega completa ao receptor).

Gamificação

gamificação é um dos grandes trunfos do aprendizado corporativo dos últimos anos.

Por meio de plataformas e situações gamificadas, é possível estimular o aprendizado de várias habilidades comportamentais dos colaboradores.

Tudo com auxílio de recursos como mapas mentais, storytelling e analytics.

Dessa forma, a própria empresa consegue rastrear o avanço dos colaboradores, entendendo através dos dados sua forma de lidar com as situações — compreendendo pontos fortes e fracos, por exemplo.

Além disso, a gamificação explora quesitos bem importantes, como a coragem.

Por ser um jogo, permite que erros aconteçam, o que pode ser essencial para o crescimento do profissional, ajudando-o a entender a consequência dos seus atos.

Testes

Os testes são métodos tradicionais, mas que podem ser incorporados e utilizados dentro de ferramentas tecnológicas.

Tratam-se de pequenas “provas” que a empresa submete ao colaborador.

Os resultados são analisados pelo time responsável, bem como pelo gestor do profissional, que então podem compreender de forma mais aprofundada seu nível de inteligência emocional.

É um tipo de método que pode ser incorporado a uma solução de gamificação. 

Assim, a empresa desenvolve testes personalizados, que podem buscar respostas dentro de contextos específicos, como no recrutamento e seleção de talentos.

Treinamentos

Outro método de aprendizagem que pode ser bem utilizado com a gamificação, os treinamentos podem ser desenvolvidos em cima de uma jornada de crescimento e aprendizagem.

Assim, diferentes estágios de desenvolvimento estimulam o enriquecimento individual e o senso de grupo do profissional. Como?

As experiências, em geral lúdicas, ajudam a consolidar os conhecimentos, pois a vivência torna possível que a pessoa se lembre de suas atitudes, bem como dos resultados e consequências delas.

Se você gostou deste artigo e quer saber mais sobre o tema, continue acompanhando nosso blog!

Conclusão 

Ao longo deste conteúdo, explicamos o que são soft skills e suas diferenças em comparação com as hard skills.

Falamos também sobre a responsabilidade do setor de RH nesse processo e quais são as habilidades que devem ser mais valorizadas nas organizações.

Nesse processo, a tecnologia tem papel fundamental.

Atualmente, ela entrega muito mais do que uma base para atividades que estimulem as soft skills, mas recursos que ajudam os profissionais a crescerem em todos os âmbitos.

Por isso, na sua empresa, ao pensar em soft skills, a tecnologia deve fazer parte do planejamento.

Dessa forma, você potencializa o aprendizado dos colaboradores e torna seu time, e os seus líderes, profissionais mais eficientes e emocionalmente inteligentes.

E então, gostou de aprender sobre o assunto? Esperamos que o conteúdo sirva como base de conhecimentos sobre as soft skills e sua importância!


Fonte: TOTVS